Paris: Top 3 Museus Boutiques

Uma vez eu li que visitar o Louvre todinho levava mais do que nove meses e, eu não sei você, mas isso faz com que eu me sinta um pouco sufocada. Veja, se o meu TOC me faz ver todas as araras da Zara, com certeza, ele não reserva tratamento distinto para os museus, logo, quando eu entro nesse tipo de museu, de partida ja me sinto derrotada.

Como eu prezo pelo good vibes only, ando sendo adepta de museus mais factiveis, sabe como? Eu os chamo de museus boutique e tenho zero informação se esse nome ja existe e, em caso positivo, se expressa um conceito diferente desse.

Caso você nunca tenha ido ao Louvre, eu sei que é inevitavel dar uma chance, de outro jeito você vai até se questionar se visitou mesmo Paris ou se for um delirio. Contudo, me permita te apresentar uns outros museus que merecem ser levados em consideração?

Foundation Louis Vuitton – 8 Avenue du Mahatma Gandhi

Eu sei, ele não é conveniente porque não fica no meio do caminho, mas também não é tão impraticavel assim ja que fica na mesma linha do metrô que a maioria das atrações turisticas (Linha 1) e depois é so andar mais 15 minutinhos (valorize quem promove teu cardio) – nos finais de semana tem um trenzinho da Fondation que faz esse trajeto em troca de uma certa quantidade de dinheiro (acho que estamos falando de 2 euros).

Em cada andar você encontra um ponto de encontro para micro-visitas guiadas que duram 15 minutos e começam a cada hora redonda (não tenho certeza, mas acho que so tem em frânces). Eu super gostei do esquema, porque eu nunca me animo a pegar um “radinho explicativo” (tenho cer-te-za que existe um nome para isso) – como não sou entendedora de artes, acho meio massante e muito mais detalhado do que eu desejaria – e essa micro-visita te da um panorama geral da exposição – focando no todo e explicando algumas peças em particular de forma a reafirmar o conceito – para que depois você possa fazer sua propria ronda e digeri-la ao seu modo.

Outra coisa que eu super curti foi a disposição das obras. Às vezes eu também me sinto atropelada pela quantidade de qudros colocados numa mesma sala, como se a galera do museu me dissesse “você não queria arte sacra, arroba? Então toma!” Na Fondation, eu achei as obras bem diversificadas e expostas de uma forma mais atrativa.

Inclusive, sua arquitetura merece atenção especial. O prédio, um projeto bem do ambicioso do Frank Gehry, é bem lindão e instagramavel que abriu ao publico pela primeira vez no final de 2014. Quando eu fui, na parte ao ar livre, tinha um Gato Felix inflavel gigantesco! E, ja que você foi incrivel e topou sair do circuito tradicional, de brinde, bem do ladinho do museu fica o Bois de Boulogne, que é um parque bem belo, vale a pena.

Quando eu fui, a Fondation estava com duas exposições: Au Diapason Du Monde (eu e o boy piramos em to-das as obras do Takashi Murakami, sério, sensacional) e Open Space #2 Matt Copson. Elas foram substituidas recentemente por outras 3: Open Space #3 Anna Hulacova; Egon Schiele e Basquiat (eu vi uma em São Paulo esse ano e estou morrendo de curiosidade para ver essa).

Ele tem um horario de funcionamento meio irregular, então, para evitarmos cagadas, recomendo que você cheque no site, esta bem? O ingresso é 16 euros (podendo ser 10 para estudantes), ou seja, não é um valor irrelevante, mas considero que a contrapartida da Fondation esta a altura (por favor, compre antes pela internet para não chegar tão longe para nada). Para aproveitar o lugar com calma, acredito que leve entre 1h30min e 2h.

Atelier Des Lumiéres – 38 Rue Saint-Maur

Olha, para te ser bem sincera, eu nem tenho certeza se o Atelier é mesmo um museu (considerando que ele abriu no dia 13 de abril de 2018, podemos dizer que ele é um jovenzinho ainda descobrindo o que quer ser quando crescer), mas eu pre-ci-so te falar sobre a exibição chamada Klimt et Hundertwasser en 360°. Eu não tenho nenhuma ressalva para dizer que foi uma das coisas mais sensacionais que eu ja vi na vida (e pode ser a sua também, caso você dê um pulo por aqui até o dia 6 de janeiro de 2019).

Uma exibição começa, mais ou menos, a cada 40 min (com duração de 35min) e, para tanto, você entra no galpãozão que é o Atelier. E, então, são projetadas em todas as paredes (estamos falando de 140 videoprojetores envolvidos) pequenos “curtas” (creio que contei 5, sendo 2 com obras do Klimt). Esses curtas são representações de obras do artista que interagem uma com as outras, tudo tendo como trilha sonora valsas e outras musicas de Viena. Olha, eu realmente acho que estou falhando em explicar, então, põe um reparo nesse video:

Se eu costumo recomendar comprar o ingresso antes, aqui é mandatorio, simples assim. O ingresso custa 14 euros.

Musée Picasso Paris – 5 Rue de Thorigny

Quando eu viajei pelo sul da Espanha, eu fui numa infinidade de museus que tinham o Picasso como estrela, mas eu sentia um ressentimentozinho por parte da galera porque, apesar de tudo, o Picasso escolheu chamar a França de casa, então, ter a chance de ir nesse museu foi completar essa experiência que eu comecei la em 2015.

O museu fica no Hotel Salé, localizado no bairro cult-bacaninha de Les Marais, e abriga não apenas uma infinidade de obras do Picasso (estamos falando de quadro, escultura, cerämica, desenho, manuscrito e gravuras) como também as que ele colecionou de seus parças Matisse e Miro e outros artistas que ele admirava (Cézanne, Rousseau e Degas).

O museu segue, mais ou menos, uma ordem cronologica na exposição das peças, o que permite notar a evolução do trabalho do Picasso. E, apesar do Guernica estar no Reina Sofia (Madrid) aqui você consegue encontrar alguns esboços e testes.

Tem duas coisas que eu gostei bastante nesse Museu: (i) varias obras do começo da carreira dele que em nada tem a ver com o estilo que o consagrou; e (ii) sempre que eu vejo um quadro, eu, romanticamente, imagino que ele foi pintado de uma vez so, num arrebatamento de paixão, penso no artista atormentado, sabe? Nunca num cara técnico que foi la, idealizou um treco, fez varios testes, treinou e ai sim foi la realiza-lo e o Museu te permite ver um pouco desse lado.

Outra coisa: os envolvidos na gift shop estão de parabéns. So tem coisa diferentona, bem feita e com presença. Infelizmente, eles sabem disso e os preços são zero amigos.

Aqui se você comprar o ingresso antecipadamente, te adianta, mas da para ir de forma mais espontânea também. A entrada custa 11 euros e eu estimo que leva-se 1h-1h30min para fazer a visita completa.

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