Sorveterias em Paris (Parte 1)

Como amplamente exposto no meu instagram, eu sou uma apaixonada por sorvetes – inclusive, ja fiz uma lista de sorveterias em São Paulo – e aproveitei esse verão europeu da melhor forma: tomando sorvete dia sim e dia também.

Todo esse desbravamento ainda contou com algum senso de urgência, isso porque, na minha cabeça, as sorveterias devem fechar ou focar em outros produtos durante o inverno – informação a ser confirmada.

Sendo assim, considero de utilidade publica dividir com vocês minhas experiências em sorveterias e deixo aqui um conselho geral: não comam sorvete em restaurantes/bares. Eles sempre falam que são sorvetes artesanais e bla bla bla e, em 100% das minhas experiências, foram apenas ruins. Sabe aquele gosto delicinha de gordura trans? Pois é, provei nas mais diversas colorações. Então, sem sombra de duvida, vale a pena comer em lugares especificos para doces, seja nos lugares da minha lista, seja em algum que você trombar.

Amorino – 1 Rue des Francs Bourgeois

Empiricamente, te diria que a Amorino é a maior cadeia de sorvete por aqui, é impossivel andar por Paris (e pela França no geral) sem esbarrar em uma. O que é otimo, porque se você falar 3x “Queria tomar um sorvete”, tem 97% de chance de uma se materializar na sua frente.

Eu, particularmente, tenho um apego especial pela do endereço do titulo porque foi a que eu fui com o boy quando estavamos de flerte – amo quem chama para tomar sorvete como date. Agora, se os meus motivos pessoais não são suficientes para te convencer, complemento que, bem do ladinho dela, tem o Place des Voges, portanto, da para pegar o sorvete e fazer o tipico programa parisiense do verão: se jogar na grama de uma pracinha para observar as modas e/ou trocar figurinhas.

Como eu sou bem cult bacaninha, costumo ficar com pé atras com grandes cadeias, sabe? Acho que eles fazem as coisas meio de qualquer jeito, mas não é nadica o caso da Amorino (assim como o de outras sorveterias dessa lista). As receitas originais foram importadas da Italia e até hoje eu não comi um sorvete la que eu achei mais ou menos. Absolutamente em todas as vezes a minha barriga ficou contentinha.

Vamos combinar um treco? Ja que você esta na França, sempre vai pedir caramelo salgado como um dos sabores e o segundo eu deixo para a sua livre escolha, certo?

Os meus favoritos na Amorino são: caramelo salgado (talvez seja o meu lugar favorito para esse sabor), morango e pistache.

Como eu sou gulosa e sempre peço o tamanho médio, sai por uns 4 euros, se você é mais comedida, Deus te abençoe e te conserve assim, você pode pagar por volta de 3 euros e qualquer coisa.

Grom Gelateria – 81 Rue de Seine

Um dos meus principais programas atualmente é fazer longas caminhadas por essa Paris. Num desses episodios, la estava eu caminhando pimposa por uma ruazinha super fofis quando me deparei com uma lojinha da Grom.

Eu tinha passado por uns dias de grande decepção tomando sorvetes em restaurante e estava precisando de um treco realmente bom para levantar a moral. Quando li “gelateria italiana”, pensei “não vai ter erro”. E te dizer que mandei bem mermo. Pedi o sorvete de caramelo salgado e pistache (meu atual monotopico) e te dizer que estava um esculacho. So far, o melhor de pistache que tomei. Ainda, fiquei bastante intrigada com um de baunilha, o que me leva a crer que, em breve, teremos um segundo encontro.

Ao que parece, é também uma grande cadeia de sorveterias que chegou em Paris e ja conta com alguns endereços.

O preço dele é muito proximo do Amorino, sendo um cadinho mais barato.

Une Glasse à Paris – 15 Rue Sainte-Croix de la Bretonnerie

Te dizer que esse dai era o que eu tinha maiores expectativas. Eu sai de casa especificamente para ir nele.

O motivo para tanto alvoroço é o seguinte: o Emmanuel Ryon (seu co-fundador) tem os titulos de Meilleur Ouvrier de France (MOF) Glacier e de Champion du Monde de Pâtisserie. Ou seja, o cara é, definitivamente, alguem na fila do pão, não é mesmo?

Chegamos la, fila bizarra e alvoroço, como deveria ser, mas logo tive meu primeiro revés: não tinha caramelo salgado (oi?), mas tinham outros dois sorvetes com caramelo. Acabei pedindo o de caramelo crocante e o de maracuja. Segundo revés: o atendente, apesar de fofo, simplesmente coloca duas bolas dentro do pote e as coitadas ficam sambando ali, o que, para mim, destruiu o quesito “apresentação” do sorvete.

Quanto ao sorvete, estava ruim? Certamente que não, mas devemos ressaltar que para deixar o sorvete ruim o mestre sorveteiro tem que se puxar MUITO. O de maracuja, inclusive, estava bem delicinha, mas so vimos o diferencial dos titulos do cara em um quesito: preço (custou 5 euros e alguma coisa).

Voltando para casa, tivemos 1h de caminhada para avaliar onde pode ser que nos erramos com esse sorvete e concluimos o seguinte: como o rapaz ostenta titulos boladoes em Glacier e Pâtisserie, PODE SER que ele se destaque MESMO nos bolos de sorvete que vendem na loja. Estamos apenas especulando aqui, se algum dia voltarmos la, atualizo aqui.

Para não deixar esse post longo e enfadonho, vou dividi-lo em duas partes. Acredito que o meu jornalismo investigativo para a segunda parte se encerra em 2 semanas (quem eu quero enganhar, é mais provavel que se encerre em duas), então, nos vemos em breve.

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